DICAS E NOTÍCIAS

06 de Novembro de 2017

Orientações claras

Por: Lucas Miguel Gnigler

Breves exemplos de três problemas recorrentes do processo de comunicação: não anotamos, não somos transparentes, e não explicamos exatamente o que queremos.

O primeiro: conheci a história de um soldado da Primeira Guerra Mundial que anotava suas ideias em cartões postais. E enviava todos para a mãe. Ele sobreviveu, e depois da guerra escreveu um livro com esse material.

Além da ameaça da guerra, ele sabia que não podia confiar na memória. E nós, com tantas formas fáceis de registras as ideias, estamos esquecendo de tudo. E deixando de construir e ajudar. Confiar na memória é apostar no esquecimento. Nós sobrevivemos, mas as ideias não.

O segundo: no Facebook, toda sexta-feira, os chefes ficam disponíveis (Mark Zuckerberg inclusive) em um auditório para uma sessão de perguntas e respostas aberta à equipe. Pois é: se quiséssemos, a comunicação poderia ser bem mais simples.

Mas algo assim exigiria uma transparência que não temos. Temos segredos e informações confidenciais que ocasionam os boatos frequentes. Nas nossas empresas raramente se vê o direito básico, concedido à toda equipe, de perguntar e responder.

A terceira: a dona de uma loja me contou que, há muitos anos, mandou uma funcionária temporária embora após o período necessário. No ano seguinte contratou ela de novo, temporariamente. Chegando ao final do contrato, a funcionária criou coragem e questionou algo assim: “O que você quer que eu faça? Não sei o que eu preciso fazer para ficar.”

E a proprietária me disse que aprendeu, naquele dia, a necessidade de deixar bem claro como as coisas funcionam, o que esperamos que aconteça. Quem vê de fora e quem está chegando não sabe. Não temos o hábito de esclarecer, mas somos peritos especialistas em apontar as falhas.

Ela me contou que trabalhou com essa funcionária durante anos. E que hoje essa pessoa tem o próprio negócio. As vezes o problema é a pessoa. Mas muitas vezes o problema é a falta de orientação.

Perceba, leitor, que os exemplos relatam hábitos simples. Anotar ideias sempre, ter clareza e transparência, e orientar quem precisa. Nenhum deles exige muitos recursos: apenas a decisão de começar a praticá-los.

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